Comissão de Saúde quer tratamento mais humanizado no acolhimento aos pacientes da rede municipal

Comissão de Saúde quer tratamento mais humanizado no acolhimento aos pacientes da rede municipal

Autor: Alice Marcela/CMC

Por Nicole Vasques 

A Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal de Cubatão se reuniu com prestadoras de serviço e a secretaria responsável, ontem (05/03), para debater formas de humanizar o acolhimento e o atendimento aos pacientes na rede municipal de saúde. Estiveram presentes os vereadores Jair do Bar (PSDB), presidente da comissão, Ronaldo Queiroz (PSD), vice-presidente, e Alessandro Oliveira (Republicanos), membro, bem como a secretária municipal da pasta, Joyciene Montes, o secretário adjunto, Halan Clemente, e outros funcionários do serviço de saúde. 

Além dos integrantes da comissão, compareceram à reunião os vereadores Tinho (PSD), Edson Mota (União Brasil), Afonsinho (PSD), Carioca (PSDB), Marcinho (PSB) e Guilherme do Salão (PSB). Na ocasião, os parlamentares cobraram diretores, chefes e gerentes das prestadoras, como a Sociedade Caminho de Damasco – gestora do Hospital Municipal – e o Instituto Alpha – gestor dos Prontos-Socorros Central e Infantil e do Samu – a respeito de reclamações de munícipes envolvendo a falta de acolhimento na recepção das unidades. 

“Quando a pessoa sai de casa doente e vai para a UBS, precisa, no mínimo, receber um carinho de quem está ali para recepcioná-lo, e não ser tratado de qualquer maneira”, afirmou Jair. O presidente da comissão pediu que os representantes da Saúde conversem com os funcionários para identificar essas situações e tomar providências, sobretudo em relação àqueles que não vêm desempenhando suas funções adequadamente. “Nós vamos fiscalizar todas as UBS, o Hospital, o Caps, a UPA, Samu, onde tiver Saúde a comissão vai cobrar, para que nós, vereadores, possamos dar respaldo para vocês trabalharem”, disse ele.

Em seguida, Ronaldo afirmou que não se deve defender condutas inadequadas de colaboradores e ressaltou que os vereadores têm o papel de fiscalizar, mas que deve prevalecer o respeito nas visitas às unidades. Alessandro, por sua vez, chamou a atenção para o fato de que o serviço prestado reflete na população. “Nós queremos ver a coisa funcionar. Nós queremos ver os avanços, queremos ser citados nas cidades vizinhas como referência de saúde. Porque nós temos condições disso, temos recursos, pessoas boas”, disse ele, defendendo a necessidade de capacitar os funcionários.

Em resposta às demandas apresentadas, a secretária Joyciene afirmou que existem muitas dificuldades na área da Saúde, mas que é reconfortante receber o apoio dos parlamentares. “O que não é cabível, principalmente nesta pasta tão complexa, que trata de vidas, é que não haja um tratamento humanizado, funcionários que não têm comprometimento com a sua função”, afirmou. O secretário adjunto Halan acrescentou que a pasta e os vereadores estão sintonizados no mesmo objetivo: o de conquistar mais qualidade para a saúde cubatense. “Tudo que estamos discutindo aqui é para lapidar e entregar o melhor resultado”, destacou. 

Na sequência, Danúbia Pereira, diretora do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência e Emergência (DAHUE) da Prefeitura, comprometeu-se a intensificar a fiscalização e pediu que os vereadores sigam comunicando as reclamações dos munícipes. Silvia Urbaniski, gerente assistencial da Sociedade Caminho de Damasco, reconheceu que a falta de humanização na recepção é uma questão crônica, mas disse que capacitações já são realizadas. Segundo ela, os colaboradores são submetidos a feedbacks e, antes de considerar um desligamento oficial, a gestão aplica advertências.

José Francisco Gonçalves Júnior, diretor técnico do Hospital Municipal, ressaltou que é necessário propagar informações para que o munícipe saiba quando usar cada equipamento e, dessa forma, não gerar sobrecarga. Cristina Souza, diretora institucional do Instituto Alpha, por sua vez, explicou que desde 2024 existe um grupo para tratar de questões psicológicas dos colaboradores nos PS. “Todos os funcionários que começam a apresentar falta de produtividade, todas essas questões, a gente passa para esse setor e começa a tratar ele [colaborador] unicamente para verificar se está acontecendo alguma coisa”, afirmou a representante.

Por fim, Frederico Chamone, responsável técnico do Samu, também chamou a atenção para a necessidade de viabilizar uma base mais bem localizada a fim de agilizar os deslocamentos. O vereador Alessandro respondeu que trazer a base do Samu para mais perto do Centro está em debate no parlamento cubatense.