Ecovias anuncia canal de diálogo com os moradores e plano de ação para drenagem e iluminação

Ecovias anuncia canal de diálogo com os moradores e plano de ação para drenagem e iluminação

Autor: Assessoria/ CMC

Por Denise Crescêncio

A Comissão Especial de Inquérito (CEI), que apura as responsabilidades da Ecovias em Cubatão se reuniu, ontem (19/02), para cobrar da concessionária respostas sobre as demandas apresentadas ao longo das discussões. Além dos reiterados problemas de mobilidade, segurança, saneamento e saúde pública, moradores criticaram a falta de diálogo com a Ecovias. A companhia, por sua vez, reconheceu o obstáculo e se comprometeu a implantar um novo canal de comunicação com a população local, previsto para o final de março.

Dirigida pelo vereador Marcinho (PSB), presidente da CEI, a reunião contou com a presença dos parlamentares Guilherme do Salão (PSB) e Batoré (Agir); das lideranças comunitárias Carlos dos Santos e Silvano Sales, do Vale Verde; Paulo da Silva, da Vila Esperança, e Sérgio da Silva, da Ilha Caraguatá, bem como do secretário de Indústria, Porto, Emprego e Empreendedorismo de Cubatão, Fabrício Lopes. Representando a Ecovias, compareceram o gerente de engenharia, Maurício Dantônio, o coordenador de Relações Institucionais, Caio Barros, e o gerente de operações, Marcelo Belão.

Durante o encontro, houve um consenso entre os líderes comunitários de que não há comunicação por parte da empresa com os munícipes. “A Ecovias prometeu que faria um dia de bate-papo com os moradores ali na entrada do bairro [Vale Verde], e não foi feito”, lamentou Silvano ao pedir que a empresa se aproxime da população.

Paulo da Silva, da Vila Esperança, reforçou o pedido de interlocução da concessionária com quem está na linha de frente das dificuldades. “Não há sensibilidade e nem abertura com a comunidade. Vamos ver se as coisas vão sair do papel, se vocês [Ecovias] manterão esse diálogo ou se é só em vista da Terceira Pista”, declarou ele. Já Sérgio, morador da Ilha Caraguatá, citou que esses problemas são acarretados pela falta de diálogo com a população antes de iniciar as obras. “Está faltando comunicação [da Ecovias] com quem margeia as Rodovias [Imigrantes e Anchieta]”, citou o munícipe.

Em seguida, Guilherme do Salão relembrou que os pontos elencados ao longo dos encontros assolam há anos as comunidades e que, apesar dos diversos ofícios enviados à empresa, por meio desta e de outras comissões, muitos desses gargalos não foram resolvidos, como é o caso do córrego na entrada do bairro Vale Verde, que sofre com o assoreamento nas tubulações.

Diante dos apontamentos, Caio informou que foi criada uma comissão para gerenciar as demandas advindas da CEI. Ele também citou que a instituição está elaborando um plano de ação, a partir de um mapeamento dos pontos sob concessão, para solucionar tanto os problemas de drenagem quanto os de iluminação.

Além disso, Caio mencionou que algumas obras de engenharia requerem estudos hidrológicos, portanto, será enviado à comissão um cronograma previsível por meio dos ofícios. "Os pontos que a gente já sabe que é nosso, e não está funcionando, vamos submeter a um diagnóstico e cronograma de ação e, ao fim, daremos visibilidade à comissão por meio das respostas aos ofícios”, declarou Caio ao afirmar que o plano também contemplará a responsabilidade social da empresa. “A gente tem na cidade um projeto social, o Ecoviver, sobre educação ambiental e no trânsito”, acrescentou o representante da Ecovias.

O engenheiro Maurício, por sua vez, afirmou que um caminhão hidrojato, ferramenta de limpeza e desobstrução em redes de saneamento, atuará na travessia do Vale Verde a partir do próximo sábado.

Por fim, Fabrício Lopes, secretário municipal, mencionou que nas próximas semanas terá uma reunião com a Artesp, agência responsável por regular e fiscalizar as atividades da concessionária, e que pautará no encontro o problema na manutenção dos sistemas de drenagem, que tem acarretado alagamentos e enchentes na cidade. Ele também chamou a atenção para os eventos climáticos. “A gente tem, hoje, um problema de mudança climática muito forte e nós vamos ter que discutir isso juntos”, alertou o secretário.

Termo de Compromisso
Ainda no encontro, o vereador Marcinho reforçou que antes da construção da Terceira Via é preciso resolver os atuais problemas da cidade e, a fim de selar um compromisso, entregou aos representantes da Ecovias um termo contendo apontamentos técnicos e comunitários acerca de drenagem, mobilidade e impactos nas áreas limítrofes ao Sistema Anchieta-Imigrantes, bem como a necessidade de estreitar o diálogo entre a concessionária e as comunidades afetadas.

O documento, que visa consolidar diretrizes de atuação entre a empresa, o Poder Público e as lideranças de bairro, foi assinado pelo coordenador de Relações Institucionais da Ecovias, Caio de Barros.