Em reunião de CEV, Sabesp se compromete a pavimentar vias afetadas durante as obras no Vale Verde

Em reunião de CEV, Sabesp se compromete a pavimentar vias afetadas durante as obras no Vale Verde

Autor: Alice Marcela/CMC

Por Nicole Vasques

A Comissão Especial de Vereadores (CEV) que fiscaliza as obras da Sabesp no bairro Vale Verde se reuniu, ontem (23/04), para questionar a companhia sobre o andamento dos trabalhos e os transtornos causados aos moradores. Durante o encontro, conduzido pelo presidente da comissão, o vereador Batoré (Agir), a Sabesp se comprometeu com a pavimentação das ruas afetadas pela troca de solo e disse que disponibilizará os contratos com as empresas terceirizadas para consulta do Legislativo.

Além de Batoré, compareceram à reunião os vereadores Marcinho (PSB), relator da CEV, Guilherme do Salão (PSB), Alessandro Oliveira (Republicanos) e Tinho (PSD), bem como a assessoria do vereador Ivan Hildebrando (PSD), membro da comissão. Também estiveram presentes colaboradores da Sabesp e representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SP), que reforçaram a importância de todas as empresas terceirizadas atuantes na obra possuírem qualificação técnica.

Os parlamentares iniciaram o encontro apontando as dificuldades enfrentadas pelos moradores do Vale Verde, como a falta d'água e as obras de saneamento realizadas no local, uma vez que há danos às ruas e calçadas. De acordo com Carlos Eduardo Santos, gerente da Sabesp, há 93 trabalhadores atuando na região, sendo 28 moradores do bairro, 41 de outros bairros de Cubatão e 24 de outras cidades da Baixada Santista e da Grande São Paulo. Ele acrescentou que a Verdebianco, construtora terceirizada responsável pela execução, também tem oito empresas subcontratadas para contribuir com os trabalhos.

Foi esclarecido que o projeto inicial das obras previa a utilização do método de estaqueamento, no qual estacas de eucalipto são cravadas no solo. O projeto sofreu uma alteração que levou à substituição para o método EPS – poliestireno expandido – que, de acordo com a Sabesp, alivia a sobrecarga do solo e dá mais agilidade à obra.

Presidente da CEV, o vereador Batoré ressaltou a necessidade de providenciar a identificação adequada do responsável pelas obras, inclusive as menores, para ciência dos moradores, já que muitos pensam se tratar de um trabalho da Prefeitura. “Não tem emplacamento, não tem uma identificação”, lamentou ele. Em resposta, os representantes da Sabesp explicaram que as obras localizadas são isoladas com tapumes fixos, mas nas lineares, em que há deslocamento diário, o isolamento é realizado com cerquites e, ao término do dia, tapumes.

Diante das reclamações da população, Rogério José Osti, engenheiro fiscal do contrato, salientou que não há como fazer uma obra de esgoto de grande porte em um bairro inteiro sem danificar ruas ou abrir valas, e que há uma série de atores envolvidos. “Nós temos que fazer a obra com o mínimo de transtorno possível, agradando a todos. E, principalmente, o morador que está lá com o buraco na porta da casa dele”, disse.

Durante o encontro, os vereadores ainda questionaram se estão sendo realizadas ações sociais na região como contrapartida aos transtornos. Em resposta, os representantes da Sabesp afirmaram que existe, no contrato, a obrigação de a Verdebianco fazer a comunicação social no bairro e em outras regiões da cidade para divulgar os benefícios das obras, incluindo escolas e creches.

Por fim, a Sabesp se comprometeu a enviar os contratos com a Verdebianco e os que a terceirizada firmou com as subcontratadas dela para ciência dos vereadores. O próximo encontro da CEV foi marcado para a manhã do dia 7 de maio para a continuidade das discussões sobre o tema.